Ao contrário da minha geração, as crianças são cada vez mais estimuladas desde tenra idade.
O acesso a mais brinquedos didácticos, a interação com outras crianças cada vez mais cedo nos infantários, o acesso aos computadores a ao mundo online que a internet proporciona e a preocupação crescente dos pais em auxiliar o desenvolvimento dos filhos, na maior parte dos casos "produz" crianças mais inteligentes e precoces.
Se é que as posso chamar assim, e digo isto tendo em comparação as crianças que fomos.
Quando temos filhos, o tempo passa de forma diferente, muito mais rápido, pelo menos é essa a sensação que todos os pais têm quando se apercebem que os filhos estão "crescidos". E crescidos, pode querer dizer 9 meses, 2 anos, 5 anos, 13 ou 18, tudo depende da perspectiva dos pais.
É engraçado quando nos apercebemos que no dia-a-dia, tentam conquistar o seu espaço e definir a sua identidade, para além de nós.
Quando,
Começam a querer escolher a roupa que vão vestir,
Nos dão palpites sobre aquilo que devemos vestir,
Começam a fechar a porta do quarto,
Começam a ter vida social e convites para festas em casa dos amiguinhos,
Convidam os amiguinhos para passar o dia na sua casa (o que por vezes pode correr mal, sim porque nem sempre dá jeito ter meia dúzia de crianças a correr pela casa e claro convém perguntar-nos antes),
Não sai de casa sem se pentear 4/5 vezes, porque o cabelo não está bem,
Me diz que está na altura de eu usar um creme anti-rugas,
Começam a haver guerras com o pai pelo comando da televisão,
Nos dizem que gostam de "coisas românticas",
Mas quando a minha filha de 5 anos e meio (como ela gosta de referir), me pede para ir de férias sozinha ( e por "sozinha", quer dizer sem os pais), consegue surpreender-me.
Penso que não serei a única a passar por isto concerteza, mas fez-me reflectir!
A minha pequena princesa, quer conquistar a sua independência! Será isto precoce? A mim como mãe, parece-me sem dúvida muito precoce!
É o que eu chamaria de sensação "agridoce", o meu rebento tem uma vida para além de mim, primeiro estranha-se depois entranha-se, mas a verdade é que é muito bom vê-los crescer e começar a vislumbrar a pessoa que vão ser!